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sexta-feira, 16 de março de 2012

MUSP solidário com a Greve Geral de 22 Março

O Movimento de Utentes de Saúde Publica (MUSP) do Distrito de Évora está solidário com a CGTP-IN, pela iniciativa e pelos objectivos da Greve-Geral do próximo dia 22 de Março e manifesta o seu apoio. Estamos também disponíveis, enquanto Movimento, para apelar também desde já a que todos os cidadãos se mobilizem, no seu trabalho, no seu bairro, com colegas, familiares, vizinhos ou amigos, para defender os nossos direitos como cidadãos e integrarem as acções de rua que nesse dia vão ter lugar. Façamos deste dia mais um em que a democracia sai à rua, em que as pessoas que vivem ou querem viver do seu trabalho se levantam e afirmam, em coletivo, e de forma variada, que não aceitam o roubo organizado imposto pela troika e defendido pelos sucessivos governos desistentes do país cada vez mais desigual e socialmente injusto.
A política em curso está a condenar o povo a um retrocesso sem precedentes que colocará em risco vidas humanas.
A pretexto da crise, estão a ser estrangulados e degradados, para não dizer mesmo destruídos serviços públicos essenciais à população. Estamos perante o encerramento constante dos Serviços de Saúde, do encerramento de Escolas, de Postos dos CTT, Serviços de Finanças e Tribunais, postos da GNR, com os cortes cegos só a pensar em medidas economicistas, em que os sectores mais atingidos são a educação, a saúde e a segurança social, o governo tem reduzido também drasticamente as condições de vida dos trabalhadores, para além do violento ataque contra o Poder Local Democrático, que visa a sua destruição.
A assinatura do Pacto de Agressão pelo PS, PSD e CDS e as políticas económicas e sociais que ele integra, que estão a atirar o nosso País para uma profunda recessão que pode arrastar-se por vários anos, com graves consequências nos níveis de desemprego, no aumento da precariedade do trabalho, no aprofundamento do desequilíbrio na distribuição do rendimento, no aumento dos índices de pobreza, no agravamento das assimetrias regionais, na ofensiva dirigida contra o direito à saúde dos portugueses, com aumentos incomportáveis nas taxas moderadoras, cortes brutais no financiamento do Serviço Nacional de Saúde e o encerramento de serviços de saúde, são exemplos da urgente necessidade de aumentar a contestação dos Portugueses a estes aumentos injustos e desumanos.
Esta Greve-Geral comprovará que o momento de emergência social que vivemos integra todos os trabalhadores e trabalhadoras, independentemente da sua filiação sindical, bem como, todas as organizações que lutam pela defesa permanente da democracia, por saberem que a crise económica só pode ser derrotada com mais direitos, mais justiça social, mais igualdade e mais solidariedade. Lutamos juntos contra tudo o que nos tem sido roubado pelas decisões políticas erradas dos partidos que, nos últimos anos, decidiram atuar contra as nossas necessidades.
Nós MUSP do Distrito de Évora, não podemos permitir que a nossa população mais desprovida de equipamentos e/ou serviços básicos, sem meios de assistência fique completamente isolada, aguardando nas suas casas, Vilas e Aldeias que a morte chegue como está a acontecer.


É dever do Estado garantir a qualidade de vida dos cidadãos, assegurar a igualdade no acesso aos cuidados de saúde, seja qual for a sua condição económica e onde quer que vivam, bem como garantir a equidade na distribuição de recursos e na utilização de serviços.

Exigimos uma vida com dignidade para todos os Cidadãos do Distrito de Évora! Vamos todos fazer Greve no dia 22 de Março!
Vamos lutar na defesa dos nossos direitos!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Comunicado

No dia 7 de Fevereiro enviamos uma carta ao Coordenador da Unidade de Saúde Familiar (USF), solicitando uma reunião com a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Borba. Esta concretizou-se no dia 1 de Março pelas 13 horas. Do resultado da reunião, destacamos os seguintes pontos :
• Falta de médicos no Centro de Saúde, o que leva a que as marcações de consultas demorem muito tempo;
• Inexistência de um equipamento para os Utentes beberem água no Centro de Saúde, sendo os Utentes encaminhados para as casas de banho, o que não é próprio duma Unidade de Saúde;
• O fraldário existe, mas não está sinalizado, o que leva muitos utentes a não utilizarem um serviço que está a sua disposição;
• A marcação das medições de tensão;
• Colocamos a necessidade de resguardo nos “contentores” da Orada e de Rio de Moinhos;
• A falta de recursos materiais para o tratamento dos utentes, facto que obriga os utentes a deslocarem-se ao Hospital de Elvas. Na verdade o tratamento em Borba por um lado não leva ao aumento da despesa para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), e por outro os utentes vêm as suas despesas agravadas com o transporte.


EXORTAMOS TODOS OS UTENTES DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE BORBA A ADERIREM À GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO PELA DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS E PELA DEFESA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE.

TODOS A GREVE GERAL DE 22/MARÇO/2012


A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Borba

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

COMUNICADO - Movimento de Utentes da Saúde Pública

O Movimento de Utentes da Saúde Publica (MUSP) do Distrito de Évora, manifesta a sua preocupação com a gravíssima situação criada pelo despacho n.º 19264 de 29 de Dezembro de 2010 do Secretario de Estrado da Saúde, que corta ou reduz drasticamente a emissão de credenciais aos doentes que lhes assegure o transporte para as consultas ou tratamentos. O MUSP procurando interpretar o sentimento de revolta que existe em milhares de cidadãos e o drama de muitas famílias, lançou no dia 24 de Janeiro um abaixo-assinado a exigir a revogação deste despacho.
Com esta medida economicista o governo cria também aos Bombeiros uma dramática situação, que levará ao despedimento de muitos motoristas e outros auxiliares de primeiros socorros. Esta situação é tão mais caricata que o governo na circular n.º 02/2011 de 07/1/2011 criou um vazio sobre a definição de demonstração de insuficiência económica, afirmando: “razões de natureza técnica, impedem neste momento a verificação da condição de insuficiência económica”.
Esta posição é bem ilustrativa de como esta medida anti-social, só visa cortar nas despesas à custa daqueles que já nada têm e um profundo desprezo pela condição humana.
O Governo acabou com dezenas de postos médicos nas aldeias. Muitas vilas e aldeias do nosso distrito não têm médico. Diminuiu drasticamente os horários nos Centros de Saúde. Vem agora cortar os transportes aos doentes, numa população idosa, sem meios e sem transportes públicos.
A população do Distrito não pode continuar a estar sujeita a estas políticas, que desprezam as populações e os seus direitos.
NÃO ACEITAMOS ESTARMOS CONDENADOS A MORRER POR FALTA DE ASSISTÊNCIA!
O MUSP não pode deixar de manifestar o seu mais profundo repúdio pela insensibilidade da Administração Regional de Saúde do Alentejo e dos Coordenadores dos Agrupamentos dos Centros de Saúde I e II, perante uma situação tão grave para as populações.
Assim como ficamos em estado de choque quando ontem ouvimos a Ministra da Saúde afirmar na Comunicação Social “ Cortamos as credenciais para evitar abusos, pois os doentes iam fazer fisioterapia e depois iam às compras” como se as ambulâncias fossem de super mercado em super mercado às compras. Esta afirmação é uma ofensa à inteligência da população Portuguesa e um atentado á dignidade do ser humano.
Ainda recentemente um doente de um concelho do distrito, a quem foi recusada credencial, veio de transporte público quando chegou ao Hospital Distrital para ser atendido foi-lhe diagnosticado um enfarte.
Queremos manifestar o nosso apoio a toda a população do Distrito de Évora, afirmar que a nossa luta não vai parar enquanto não seja revogada esta medida, e manifestar às corporações dos Bombeiros a nossa solidariedade e apoio à sua luta.

25 de Janeiro de 2011
O Movimento de Utentes da Saúde Publica